O comandante do Comando de Policiamento da Região Extremo Sul (CPR-ES), coronel PM Luís Alberto Baqueiro Paraíso Borges, afirmou que a operação policial realizada no sábado (10), no distrito de Caraíva, em Porto Seguro, ocorreu dentro da legalidade. A ação resultou na morte do guia de turismo Vitor Cerqueira, de 28 anos, e de Davisson Sampaio dos Santos, conhecido como “Alongado”, apontado como chefe de uma facção criminosa que atua na região. Segundo o comandante, a operação teve como foco o cumprimento de mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa “Anjos da Morte”, responsável pelo tráfico de drogas na localidade. A ação envolveu equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Polícia Federal.
De acordo com o coronel Paraíso, Vitor Cerqueira estava armado e acompanhava Alongado no momento da abordagem policial. “A informação que a gente tem é que o rapaz [Vitor] estava acompanhado de Alongado, nós temos provas materiais disso, e sacou a arma. O outro também estava armado, não sacou a arma e foi preso”. Ele afirmou ainda que, caso seja constatado algum desvio de conduta por parte dos policiais envolvidos na operação, todas as medidas cabíveis serão adotadas. “Se houve algum erro, será apurado com rigor. Mas a missão foi cumprida dentro da lei”, garantiu Paraíso.
O comandante também comentou sobre as tentativas de descredibilização da atuação policial na região. “Existe um jogo de informações para tentar tirar a credibilidade da ação das forças de segurança e também fazer com que a polícia recue. Não vamos recuar porque estamos dentro da lei, cumprindo mandados”, enfatizou.
Após informações sobre um suposto toque de recolher imposto por traficantes em Caraíva, o CPR-ES determinou o reforço do policiamento ostensivo no distrito por tempo indeterminado, a fim de garantir a segurança dos moradores e visitantes.