Profissionais do Hospital Regional de Porto Seguro denunciam falta de materiais e atrasos salariais em manifesto público.

Publicado por: admin em 2 de setembro de 2025

Profissionais do Hospital Regional Luiz Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro, divulgaram um manifesto público nesta segunda-feira (01/09) expressando grande preocupação e indignação com a atual gestão terceirizada da unidade, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH). O documento aponta uma série de problemas que, segundo os colaboradores, afetam diretamente a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes.

Gestão do IGH sob Crítica

O manifesto questiona a atuação do IGH, citando o histórico recente da empresa para reforçar as incertezas sobre sua permanência. Os trabalhadores mencionaram o rompimento do contrato entre a Prefeitura de Eunápolis e o IGH, além de um processo criminal em andamento no Estado de Goiás, como sinais de alerta. Eles argumentam que esses fatos colocam em dúvida a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população do Extremo Sul da Bahia.

Problemas Recorrentes no HDLEM

Segundo o manifesto, a rotina do hospital é marcada por situações que comprometem o trabalho e a assistência à saúde. Os principais problemas listados são:

  • Falta de materiais e medicamentos: A escassez de insumos básicos é recorrente, o que compromete procedimentos essenciais e coloca a vida dos pacientes em risco.
  • Sobrecarga das equipes: As equipes de plantão estão frequentemente desfalcadas, levando à sobrecarga dos profissionais e a condições de trabalho precárias.
  • Atrasos salariais: Atrasos constantes nos pagamentos desmotivam os profissionais, prejudicando ainda mais a qualidade do atendimento.

Os colaboradores destacam que, apesar das dificuldades, mantêm seu compromisso com a vida e a dignidade dos pacientes. Eles também relatam que a insatisfação popular com a situação acaba recaindo sobre os profissionais que seguem atuando em condições adversas.

Exigência de Providências Imediatas

O manifesto conclui com uma exigência clara ao Governo do Estado da Bahia para que tome providências imediatas. “Não aceitaremos mais silêncio nem promessas vazias”, afirma o documento. Os profissionais cobram responsabilidade pelos problemas e a adoção de medidas concretas que garantam o pleno funcionamento do hospital e assegurem que ele continue cumprindo sua missão de salvar vidas na região.

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