A gestão terceirizada do Hospital Regional de Eunápolis pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação e Saúde (IDES), após 45 dias de contrato, se tornou o centro de um debate acalorado na Câmara Municipal. O diretor do IDES, Sérgio Mota, compareceu perante os vereadores para responder a uma série de questionamentos sobre a condução da unidade, considerada referência para o município e região.
Em sua apresentação, Sérgio Mota destacou o compromisso firmado com o Ministério Público e o prefeito Robério Oliveira (PSD) para barrar a interferência política no acesso ao hospital, visando evitar o desvio do fluxo regular de atendimento. Apesar disso, os vereadores trouxeram à tona diversas falhas:
Em resposta aos questionamentos, Sérgio Mota apresentou um balanço dos primeiros 45 dias de gestão, incluindo:
| Indicador | Quantidade |
| Atendimentos Urgência/Emergência | 8.863 |
| Total de Procedimentos | Mais de 40 mil |
| Cirurgias Realizadas | 183 |
| Intervenções Ortopédicas | 53 |
| Partos | 121 |
Mota garantiu que não houve redução salarial e que ajustes são discutidos com os sindicatos. Sobre as cirurgias eletivas, o diretor informou que será iniciado um teste com cinco procedimentos para reorganizar leitos e equipes do pós-operatório. As demais cirurgias eletivas seguem vinculadas aos mutirões do Governo do Estado pelo SUS, com o hospital fornecendo insumos, leitos e alimentação. Entre as ações em andamento, ele citou:
Houve divergência nas visões: a vice-presidente Arilma Rodrigues (PL) afirmou ter notado melhorias após a entrada do IDES, contrastando com a situação anterior. Diante das cobranças, o presidente da Câmara, Valdiran Marques (PSD), solicitou que a direção do hospital apresente, em sessão aberta, um relatório detalhado com atendimentos, gastos e contratos para ampliar a transparência da gestão terceirizada.
Ficou estabelecido um canal direto de comunicação entre os vereadores e a direção do hospital para o acompanhamento permanente das denúncias, dos prazos e das medidas prometidas.