Superintendente do DNIT confirma fase final do reforço metálico e início das obras da nova ponte; objetivo é aliviar o fluxo e permitir a passagem de ônibus e caminhões.
A fluidez do tráfego na BR-101, um dos principais corredores rodoviários do país, deve ganhar um alívio significativo nas próximas semanas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou que a ponte sobre o rio Jequitinhonha deve ter o tráfego liberado para veículos de médio porte antes das festas de Natal. A informação foi divulgada pelo superintendente regional do órgão, Bebeto Alcântara, durante uma vistoria técnica realizada na última quarta-feira (26/11). Atualmente, a travessia está restrita a veículos leves de até cinco toneladas devido a danos estruturais detectados em maio.
O DNIT está na fase de conclusão do reforço metálico da estrutura existente. Segundo Alcântara, essa etapa é fundamental para aumentar a capacidade de peso suportado pela ponte. “A liberação depende da conclusão da obra e de testes que vão definir o limite de carga”, explicou o superintendente.
Após o término do reforço, equipes técnicas realizarão aferições para estabelecer a nova tonelagem permitida. A expectativa é que, ainda em dezembro, o tráfego seja autorizado para:
A medida visa não apenas facilitar a logística regional, mas também garantir o abastecimento e o deslocamento de passageiros durante o período de alta temporada e festas de fim de ano.
Além da recuperação da estrutura antiga, o governo federal iniciou uma solução definitiva para o trecho. As fundações da nova ponte, que será erguida ao lado da atual, já começaram. A obra, orçada em R$ 104 milhões, corre em paralelo aos reparos emergenciais. Tanto a reabilitação da ponte atual quanto a construção da nova estrutura estão sob responsabilidade da empresa Rivoli Construtora Ltda. O objetivo, segundo o DNIT, é garantir conforto aos usuários e reforçar a segurança viária na região a longo prazo.
A restrição na ponte, em vigor há cerca de seis meses, tem causado transtornos significativos para motoristas e moradores. Para veículos pesados, a única alternativa atual é um desvio superior a 70 quilômetros, cuja maior parte é composta por estrada de terra. A rota alternativa aumentou drasticamente o tempo de viagem e o desgaste dos veículos. Com a liberação prevista para dezembro, espera-se que o impacto econômico e social causado pela interdição parcial seja mitigado até a entrega da nova travessia.