Governador Jerônimo aumenta ICMS e impacta preço do gás de cozinha na Bahia; botijão fica até R$ 5 mais caro.

Publicado por: Crisney Souza Dias em 11 de janeiro de 2026

Reajuste de 2,38% já está em vigor neste mês de janeiro. Sindicato aponta tributo estadual e custos da Acelen como principais responsáveis pela alta.

O bolso do consumidor baiano já começa o ano de 2026 sentindo o peso da inflação. O preço do gás de cozinha sofreu um novo reajuste na Bahia, podendo ficar até R$ 5,00 mais caro para o consumidor final. Segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás), o aumento é impulsionado por uma combinação de fatores, com forte destaque para a carga tributária estadual.

O reajuste total é de 2,38% e, de acordo com Robério Souza, diretor do SindRevGás, a mudança na tabela de preços é imediata. “A partir de hoje, o consumidor já encontra o gás mais caro, na ordem de R$ 5 a mais dos preços que eram praticados no mês anterior”, afirmou.

O Peso do ICMS na conta

Embora o reajuste seja composto por diferentes variáveis, o impacto tributário tem papel protagonista na composição do novo preço. O aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo de competência do Governo do Estado, é responsável direto por uma fatia considerável desse encarecimento.

O SindRevGás detalhou a composição do aumento repassado ao consumidor, evidenciando o quanto o imposto pesa no valor final do botijão:

  • Acelen (Refinaria): Aumento de R$ 1,40;
  • ICMS (Imposto Estadual): Aumento de R$ 1,05;
  • Custo Operacional: Reajustes salariais da força de trabalho.

O valor de mais de um real referente apenas ao ajuste do imposto estadual reforça o debate sobre a carga tributária incidente sobre produtos essenciais na Bahia.

Histórico de Aumentos

O cenário de alta não é novidade para os baianos. Fazendo um comparativo com o ano anterior, o ciclo de aumentos começou um pouco mais cedo em 2026. No ano passado, o primeiro reajuste significativo ocorreu apenas em 1º de fevereiro, quando o botijão sofreu uma elevação de até R$ 8,00.

Desta vez, o reajuste de janeiro já pressiona o orçamento familiar logo no início do ano, somando-se a outras despesas típicas do período, como IPVA e material escolar.

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