Reajuste de 2,38% já está em vigor neste mês de janeiro. Sindicato aponta tributo estadual e custos da Acelen como principais responsáveis pela alta.
O bolso do consumidor baiano já começa o ano de 2026 sentindo o peso da inflação. O preço do gás de cozinha sofreu um novo reajuste na Bahia, podendo ficar até R$ 5,00 mais caro para o consumidor final. Segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás), o aumento é impulsionado por uma combinação de fatores, com forte destaque para a carga tributária estadual.
O reajuste total é de 2,38% e, de acordo com Robério Souza, diretor do SindRevGás, a mudança na tabela de preços é imediata. “A partir de hoje, o consumidor já encontra o gás mais caro, na ordem de R$ 5 a mais dos preços que eram praticados no mês anterior”, afirmou.
Embora o reajuste seja composto por diferentes variáveis, o impacto tributário tem papel protagonista na composição do novo preço. O aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo de competência do Governo do Estado, é responsável direto por uma fatia considerável desse encarecimento.
O SindRevGás detalhou a composição do aumento repassado ao consumidor, evidenciando o quanto o imposto pesa no valor final do botijão:
O valor de mais de um real referente apenas ao ajuste do imposto estadual reforça o debate sobre a carga tributária incidente sobre produtos essenciais na Bahia.
O cenário de alta não é novidade para os baianos. Fazendo um comparativo com o ano anterior, o ciclo de aumentos começou um pouco mais cedo em 2026. No ano passado, o primeiro reajuste significativo ocorreu apenas em 1º de fevereiro, quando o botijão sofreu uma elevação de até R$ 8,00.
Desta vez, o reajuste de janeiro já pressiona o orçamento familiar logo no início do ano, somando-se a outras despesas típicas do período, como IPVA e material escolar.