Iniciativa inovadora busca integrar o saber de comunidades tradicionais ao planejamento científico para garantir o uso sustentável da costa nordestina.
O futuro da gestão costeira no Brasil deu um passo importante nesta última segunda-feira (16). O Planejamento Espacial Marinho do Nordeste (PEM Nordeste) deu início ao projeto “Mapeamento Participativo do Mar”, com uma ação inaugural realizada no campus do IFBA, em Porto Seguro, Bahia.
O evento marca o começo de uma jornada que percorrerá oito estados da região, com o objetivo de ouvir quem mais entende das águas: os povos e comunidades tradicionais.
Diferente de modelos de gestão puramente técnicos, o mapeamento aposta na ciência cidadã. A atividade inaugural reuniu cerca de 60 pescadores e marisqueiras vindos de:
O foco é sistematizar o conhecimento sobre o uso dos territórios marinhos, identificando áreas críticas para a pesca artesanal e a mariscagem. Ao colocar o saber tradicional no papel (e no mapa), o projeto garante que essas práticas históricas sejam respeitadas em futuras decisões governamentais.

O encontro em Porto Seguro não reuniu apenas a comunidade local, mas também uma rede de governança composta por:
Essa integração é vista como o grande diferencial do projeto. “É um processo inovador por unir o conhecimento científico de ponta à vivência prática de quem tira o sustento do mar”, afirmam os organizadores.
O cronograma do PEM Nordeste é ambicioso e essencial para a preservação ambiental. Ao todo, serão realizadas 26 oficinas em toda a região.
Objetivo Final: Criar um banco de dados robusto que auxilie na criação de políticas públicas, no fortalecimento da economia azul e na preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.
Com os dados coletados nessas oficinas, o Brasil avança na organização de seu espaço marítimo, garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a justiça social e a sustentabilidade ambiental.