PEM Nordeste inicia Mapeamento Participativo do Mar em Porto Seguro.

Publicado por: admin em 18 de março de 2026

Iniciativa inovadora busca integrar o saber de comunidades tradicionais ao planejamento científico para garantir o uso sustentável da costa nordestina.

O futuro da gestão costeira no Brasil deu um passo importante nesta última segunda-feira (16). O Planejamento Espacial Marinho do Nordeste (PEM Nordeste) deu início ao projeto “Mapeamento Participativo do Mar”, com uma ação inaugural realizada no campus do IFBA, em Porto Seguro, Bahia.

O evento marca o começo de uma jornada que percorrerá oito estados da região, com o objetivo de ouvir quem mais entende das águas: os povos e comunidades tradicionais.


O Saber Local como Protagonista

Diferente de modelos de gestão puramente técnicos, o mapeamento aposta na ciência cidadã. A atividade inaugural reuniu cerca de 60 pescadores e marisqueiras vindos de:

  • Belmonte
  • Santa Cruz Cabrália
  • Porto Seguro

O foco é sistematizar o conhecimento sobre o uso dos territórios marinhos, identificando áreas críticas para a pesca artesanal e a mariscagem. Ao colocar o saber tradicional no papel (e no mapa), o projeto garante que essas práticas históricas sejam respeitadas em futuras decisões governamentais.


Uma Construção Coletiva

O encontro em Porto Seguro não reuniu apenas a comunidade local, mas também uma rede de governança composta por:

  • Marinha do Brasil
  • Ministério do Meio Ambiente
  • Gestores Públicos e Coordenadores do PEM

Essa integração é vista como o grande diferencial do projeto. “É um processo inovador por unir o conhecimento científico de ponta à vivência prática de quem tira o sustento do mar”, afirmam os organizadores.


O Que Vem Pela Frente?

O cronograma do PEM Nordeste é ambicioso e essencial para a preservação ambiental. Ao todo, serão realizadas 26 oficinas em toda a região.

Objetivo Final: Criar um banco de dados robusto que auxilie na criação de políticas públicas, no fortalecimento da economia azul e na preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.

Com os dados coletados nessas oficinas, o Brasil avança na organização de seu espaço marítimo, garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

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