Pressão Aumenta na Federação União Progressista: Cajado deve ir para uma sigla ligada ao PT.

Publicado por: admin em 29 de outubro de 2025

A recém-formalizada federação União Progressista (União Brasil e PP), chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está promovendo uma “limpa” em seus quadros, e o principal foco de pressão na Bahia recai sobre o deputado federal Claudio Cajado (PP). A exigência é clara e sem meias-palavras: os parlamentares devem definir seu lado e abandonar a postura de “um pé em cada barco”, especialmente em relação ao governo petista de Jerônimo Rodrigues. A federação, que se posiciona como oposição tanto na Bahia quanto no plano nacional, não pretende tolerar filiados que mantenham alinhamento ou aparições públicas constantes ao lado de adversários políticos. Integrantes do alto escalão do União Brasil na Bahia garantem que a unidade e a oposição ao governo do PT são inegociáveis.

Aparições com Jerônimo e a Contradição no Discurso

A situação de Claudio Cajado se tornou o epicentro da crise após ele intensificar as aparições públicas ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). No último dia 13 de setembro, Cajado participou da entrega de obras em Cardeal da Silva, chegando a tecer elogios diretos à gestão estadual. “Eu não poderia deixar de estar presente neste dia, que a história de Cardeal da Silva falará que foi o dia de maior entrega de obras que essa terra já teve. Por isso prefeito, por isso governador, parabéns”, declarou o deputado na ocasião.

Essa proximidade contrasta com seu apoio declarado a ACM Neto (União Brasil) para a disputa pelo governo em 2026. Em agosto, no entanto, Cajado defendeu sua independência no Projeto Prisma, minimizando sua participação nos eventos do governo. “Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário”, afirmou o deputado.

O Ultimato da Federação: “Ou com Neto, ou Fora”

Apesar das justificativas de Cajado, a cúpula da federação na Bahia vê a situação como insustentável. A mensagem que chegou aos bastidores é um ultimato: “Ou estará com ACM Neto ou não estará na federação”, segundo um cacique partidário do União Brasil. A pressão na Bahia replica o movimento nacional das siglas. Após a oficialização da federação, os presidentes Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil) determinaram o afastamento imediato de filiados que ocupam cargos no governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva.

  • André Fufuca (PP), Ministro do Esporte, foi afastado da vice-presidência nacional do partido e da presidência estadual do Maranhão.
  • Celso Sabino (União Brasil), Ministro do Turismo, foi afastado das funções partidárias e está sob processo que pode resultar em sua expulsão definitiva.

As atitudes no plano nacional reforçam a determinação dos partidos de atuar como oposição unificada.

Rumores de Mudança de Partido

Com o cerco se fechando, interlocutores em Brasília e na Bahia dão como certa a saída de Cajado da União Progressista. Rumores indicam que o deputado já estaria de “malas prontas” para se filiar a uma das siglas que compõem a base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Além de Cajado, a situação de Mário Negromonte Jr. (PP), outro aliado histórico do PT baiano, também está sob escrutínio, com diálogos com o PSB do prefeito de Recife, João Campos.

A federação União Progressista sinaliza que a “limpa” visa garantir a coesão ideológica e a força oposicionista necessária para as eleições de 2026, onde a disputa pelo governo do estado com ACM Neto é o objetivo central.

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