Crise na Saúde: Equipe de obstetrícia do Hospital Regional de Porto Seguro pede demissão em massa.

Publicado por: admin em 1 de dezembro de 2025

Instituto Sete, atual gestor, aciona plano de contingência para evitar desassistência; profissionais relatam redução salarial e impasses trabalhistas com antiga gestão.

Uma nova crise se instalou no Hospital Regional Deputado Luiz Eduardo Magalhães (HRDLEM) na manhã desta segunda-feira (01/12). Segundo informações preliminares, todo o corpo médico responsável pela obstetrícia da unidade apresentou um pedido de demissão coletiva, gerando apreensão sobre a continuidade dos partos e atendimentos às gestantes na região. A saída em massa dos profissionais expõe o clima de instabilidade que a unidade de saúde enfrenta após a transição de gestão.

Resposta da Administração

O Instituto Sete, atual responsável pela administração do hospital, confirmou o desligamento da equipe, mas negou a interrupção dos serviços. Em nota oficial, a entidade afirmou que ativou imediatamente protocolos de emergência. Entre as medidas adotadas para evitar a desassistência, a gestão destacou a implementação de um fluxo regulado por ambulâncias e a articulação com outros grupos médicos para recompor a escala de plantão o mais rápido possível.

Nota do Instituto Sete na íntegra: “O Instituto Sete informa que está adotando todas as medidas necessárias para garantir o atendimento obstétrico às pacientes do Hospital Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Desde que a diretoria foi comunicada da situação envolvendo a equipe médica, ações emergenciais foram implementadas, incluindo fluxo regulado de referência por ambulância e articulação imediata com outros grupos de profissionais para recomposição da escala. O Instituto reafirma que nenhuma gestante está desassistida e que todos os esforços estão concentrados na normalização dos serviços com segurança e responsabilidade.”

Contexto de Insatisfação e Problemas Trabalhistas

O pedido de demissão dos obstetras é o capítulo mais recente de um drama que se arrasta na unidade. Fontes ligadas ao hospital relatam um cenário de profunda insatisfação trabalhista motivada por dois fatores principais:

  1. Pendências da Antiga Gestão: Funcionários alegam que não receberam as verbas rescisórias devidas pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), antigo gestor cujo contrato foi extinto pelo Governo do Estado da Bahia.
  2. Redução Salarial: Há relatos de que a nova empresa gestora promoveu reduções nos salários dos funcionários, o que agravou o descontentamento e culminou na decisão extrema da equipe médica.

Silêncio do Governo

O Hospital Regional é de responsabilidade do Governo do Estado da Bahia. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ou o governo estadual não haviam emitido comunicado oficial explicando a situação dos pagamentos pendentes ou as medidas de fiscalização sobre a nova gestão.

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