A grave crise administrativa e assistencial que atinge o Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães (HRLEM) motivou uma inspeção emergencial do Governo do Estado. A deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD), representante do governo na região, esteve na unidade acompanhando o Superintendente de Atenção Integral à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB). A visita, que contou também com a presença dos diretores Geral e Técnico do hospital, teve como pauta central o risco de desassistência na região após um impasse trabalhista que resultou na saída coletiva de médicos.
O Estopim: Redução Salarial e Demissão em Massa.
O ponto crítico da situação envolve a ala de obstetrícia. De acordo com informações confirmadas durante a visita, a antiga equipe de médicos obstetras pediu demissão coletiva. A decisão drástica dos profissionais foi uma resposta à política de redução salarial imposta pelo Instituto SETES, a nova Organização Social que assumiu a gestão da unidade. Para evitar a paralisação dos partos e o colapso no atendimento às gestantes de Porto Seguro e região, a direção do hospital precisou realizar contratações de novos médicos em caráter de urgência.
Troca de Gestão e Irregularidades.
O cenário de instabilidade no HRLEM não é recente. O Instituto SETES assumiu a administração após o Governo do Estado rescindir o contrato com o antigo gestor, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH). A saída do IGH foi motivada pela constatação de diversas irregularidades na condução da unidade. A transição, no entanto, deixou um rastro de problemas, incluindo o “calote” nos direitos trabalhistas dos funcionários que atuavam sob a gestão anterior.
Governo assume passivo trabalhista
Em sua publicação nas redes sociais, a deputada Cláudia Oliveira destacou que o Governo da Bahia está ciente dos prejuízos causados aos trabalhadores pela antiga gestão. Foi informado que o Estado está trabalhando ativamente para resolver os passivos trabalhistas deixados pelo IGH, buscando garantir que os profissionais recebam seus direitos. A visita das autoridades de saúde e da parlamentar tenta passar uma mensagem de controle e monitoramento, mas expõe a fragilidade do modelo de terceirização atual, que resultou em precarização de salários e descontinuidade de equipes médicas essenciais.