Durante a Lavagem do Bonfim, ex-prefeito de Salvador garantiu apoio ao governador de Goiás para 2026 e traçou estratégias para a oposição na Bahia e no Brasil.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, aproveitou a visibilidade da tradicional Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (15), para ratificar seu apoio irrestrito à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República em 2026. Caminhando ao lado de aliados, Neto destacou a presença de Caiado nas celebrações na capital baiana e relembrou que o projeto nacional do partido nasceu justamente na Bahia. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado. Eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”, declarou Neto.
O líder da oposição ressaltou que, embora o partido esteja aberto ao diálogo com outras legendas que se opõem ao governo Lula — incluindo uma possível conversa com setores ligados ao ex-presidente Bolsonaro —, a prioridade do União Brasil segue sendo o governador goiano. “Caiado é o pré-candidato a presidente do União Brasil. Agora, até outubro, muitas coisas vão acontecer. Muito diálogo pela frente há de se fazer e temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição ao PT”, ponderou.
Além do cenário nacional, ACM Neto analisou a conjuntura estadual, tecendo duras críticas à possibilidade de uma chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, que poderia reunir Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner. Para o ex-prefeito, essa estratégia demonstra uma confusão entre o que é público e partidário após 20 anos de gestão. “Eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar”, disparou Neto.
Diante desse cenário, Neto sinalizou uma abertura para dialogar com o senador Angelo Coronel (PSD), caso este não encontre espaço para reeleição na base governista. “Se o Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco”, afirmou.
Sobre a formação da chapa oposicionista na Bahia, ACM Neto indicou que o martelo só deve ser batido em abril, prazo final para oficialização das candidaturas. No entanto, ele adiantou que o nome de João Roma, líder do PL na Bahia, é visto como natural para a disputa ao Senado.
“Eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, finalizou.