O Governo da Bahia oficializou a renovação da concessão do Aeroporto de Porto Seguro por mais seis meses. A gestão continua sob a responsabilidade da Socicam, que assumiu o terminal após o encerramento do vínculo emergencial de um ano. No entanto, a continuidade da operação ocorre sob o olhar atento de órgãos de controle e em meio a reclamações recorrentes dos usuários.
De acordo com informações do Bahia Notícias, o novo acordo traz um reajuste financeiro significativo. A outorga mensal paga pela concessionária ao Estado saltou de R$ 450 mil para R$ 530 mil.
A Socicam assumiu o controle do aeroporto em um cenário conturbado, logo após a saída da Sinart. Na época, o contrato anterior foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Ministério Público chegou a recomendar cautela no processo de transição, apontando possíveis falhas na dispensa de licitação, mas o governo manteve a decisão e confirmou a concessão no Diário Oficial.
Apesar da troca de gestão e do aumento da outorga, os problemas estruturais que assolam um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil persistem. No último domingo (25), registros feitos pelo site RadarNews mostraram um cenário de desconforto para os passageiros:
Além do conforto térmico e físico, a segurança operacional também enfrentou crises recentes. Entre novembro e dezembro do ano passado, uma falha temporária no sistema de luzes de auxílio aos pousos causou restrições severas, resultando em desvios de voos durante períodos de baixa visibilidade — um prejuízo direto para o setor de turismo da região.
A situação do terminal atual torna-se ainda mais crítica diante da paralisia do projeto do novo Aeroporto da Costa do Descobrimento, em Santa Cruz Cabrália. A licitação para a nova estrutura foi suspensa em 2023 e, desde então, não apresentou avanços significativos.
Sem um horizonte claro para a construção do novo terminal, o Estado parece concentrar esforços na manutenção paliativa e na requalificação do aeroporto atual, tentando equilibrar a alta demanda turística com uma infraestrutura que já dá sinais claros de esgotamento.