Caso APLB: Acusados de matar sindicalistas em Porto Seguro vão a júri popular após 17 anos.

Publicado por: admin em 25 de fevereiro de 2026

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) marcou para o dia 5 de maio o julgamento de três acusados pelo assassinato dos professores e dirigentes sindicais Álvaro Henrique e Elisney Pereira. O crime, que chocou o extremo sul da Bahia, ocorreu em setembro de 2009, em Porto Seguro, e o júri será realizado no Fórum de Itabuna.

No banco dos réus estarão:

  • Edésio Ferreira Lima Dantas: Ex-secretário de Governo e Comunicação, apontado pelo Ministério Público (MP-BA) como o mandante.
  • Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa: Policiais militares que integravam a segurança da prefeitura na época, acusados de aliciar os executores.

O Crime: Emboscada em Meio à Greve

O duplo homicídio aconteceu no dia 17 de setembro de 2009. Álvaro Henrique, então presidente da APLB, e Elisney Pereira foram vítimas de uma emboscada na zona rural de Porto Seguro.

A motivação, segundo a denúncia do MP, seria uma retaliação às constantes denúncias feitas por Álvaro contra a gestão municipal. O crime ocorreu apenas dois dias após a deflagração de uma greve da categoria. Na ocasião, Álvaro foi atraído ao local após receber a falsa informação de que sua mãe estava passando mal.

Investigação e “Queima de Arquivo”

A denúncia detalha que os policiais Sandoval e Joilson contrataram três comparsas a mando de Edésio. O Ministério Público ressaltou ainda que, após a morte dos professores, uma série de outros assassinatos ocorreu na região como forma de “queima de arquivo”, em uma tentativa de apagar provas e garantir a impunidade dos envolvidos.

A Situação dos Acusados

  • Liberdade: Atualmente, todos os acusados respondem ao processo em liberdade e alegam inocência.
  • Prisões anteriores: Edésio chegou a ficar preso por oito meses durante a instrução do processo, enquanto os dois PMs ficaram detidos por cerca de dez meses.

Ex-Prefeito foi inocentado

Apesar de Edésio ser figura central na administração da época e os PMs integrarem sua segurança, a Justiça afastou qualquer envolvimento do ex-prefeito Gilberto Abade. Decisões judiciais destacaram que não surgiram indícios, nem mesmo mínimos, que ligassem o gestor municipal ao crime, diferentemente das provas colhidas contra os outros três réus.

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