O Presidente da Câmara de Vereadores de Belmonte, Luluca da Ambulância, deu um passo importante nesta sexta-feira (27/03) na luta por direitos mais justos para os moradores do município. Em reunião realizada em Santa Cruz Cabrália, o parlamentar discutiu a revisão das tarifas cobradas na travessia de balsa entre a sede do município vizinho e o distrito de Santo André.
O ponto central da reivindicação é a equiparação dos belmontenses aos moradores locais, garantindo o pagamento da tarifa de nativo. Atualmente, quem reside em Belmonte e precisa utilizar o transporte é tarifado como turista, o que gera um custo elevado para quem utiliza o serviço rotineiramente.
Durante o encontro, que contou com representantes da empresa concessionária e do município de Cabrália, Luluca enfatizou que a proximidade geográfica e a dependência mútua entre as cidades justificam o benefício. “Não faz sentido Belmonte, sendo cidade vizinha, não ser reconhecida como nativa. Esse é um assunto que pesa no bolso de muita gente. Estou buscando diálogo e cobrando um olhar mais justo para nossa população”, afirmou o vereador.
No vídeo do encontro, a representante da empresa de balsas explicou que, juridicamente, o benefício atual é regido por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019, que contempla apenas os moradores de Santa Cruz Cabrália. Segundo ela, o documento atual não dá margem para a inclusão imediata de Belmonte sem uma nova fundamentação legal.
No entanto, a reunião abriu uma janela de oportunidade: a representante sinalizou que a pauta poderá ser incluída e ajustada no próximo processo de concessão do serviço ou em um novo termo que venha a ser celebrado.
Luluca da Ambulância ressaltou que a ausência dos prefeitos de Belmonte e Cabrália na reunião — que estavam em agenda em Salvador — não impediu o avanço do diálogo, mas que uma nova reunião será marcada para buscar um denominador comum que beneficie os usuários sem comprometer a viabilidade da balsa.
“Sigo firme, dialogando e buscando soluções que façam a diferença na vida do nosso povo. Belmonte precisa ser vista e respeitada”, concluiu Luluca.