O cenário político baiano teve um desfecho decisivo nesta sexta-feira (3). No dia em que comemora seu aniversário, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou oficialmente a manutenção de Geraldo Jr. (MDB) como pré-candidato a vice-governador na chapa que buscará a reeleição em outubro. O anúncio, realizado na Arena Fonte Nova, põe fim a semanas de incertezas e intensas articulações de bastidores.
A confirmação da “chapa vitoriosa de 2022” ocorre após um período de forte turbulência na base aliada. A ausência de Geraldo Jr. nos compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia, nesta quinta-feira (2), havia alimentado rumores de que o MDB poderia perder o posto para outros partidos, como o PSD ou até em uma composição “puro-sangue” do PT.
A permanência do atual vice foi garantida após uma queda de braço liderada pelo presidente de honra do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Segundo fontes próximas ao governo, Geddel foi enfático ao tratar a vice-presidência como uma condição inegociável para a manutenção do apoio emedebista ao projeto petista.
Mesmo com a presença de Lula em reuniões estratégicas durante a semana, o consenso demorou a sair devido a resistências internas no PT.
O maior obstáculo à recondução de Geraldo Jr. teria vindo de Rui Costa (PT). O atual ministro da Casa Civil, que deve se descompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado, defendia uma renovação na chapa.
Durante as negociações, diversos nomes foram ventilados como possíveis substitutos:
Ao optar pela manutenção de Geraldo Jr., Jerônimo prioriza a estabilidade da coalizão que o levou ao Palácio de Ondina. Geraldo Jr., ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador, é visto como um elo importante com o eleitorado da capital e com setores do empresariado.
Com a chapa majoritária praticamente definida — tendo Jerônimo ao governo, Geraldo na vice e nomes como Rui Costa e Jaques Wagner (PT) despontando para o Senado — a base governista agora volta suas atenções para a montagem das chapas proporcionais e para o enfrentamento da oposição, liderada por ACM Neto (União Brasil).