Apesar do anúncio de investimentos bilionários e da oficialização do Governo Federal, a Neoenergia Coelba enfrenta resistência da AL-BA e o clamor por dignidade energética no extremo sul baiano.
O Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou nesta segunda-feira (06) a renovação do contrato de concessão da Neoenergia Coelba por mais 30 anos. A decisão estende a operação da distribuidora no estado até 2057, integrando um pacote federal que contempla outras 13 concessionárias. No entanto, o clima de celebração no setor corporativo contrasta drasticamente com a insatisfação popular e política em diversas regiões da Bahia.
Com o novo aval, a Coelba tem até 60 dias para assinar o contrato, comprometendo-se a investir R$ 16 bilhões entre 2026 e 2029. O foco anunciado é:
Enquanto os números bilionários são anunciados em Salvador e Brasília, o município de Belmonte continua sendo um exemplo vivo das falhas na prestação de serviço. O descaso da empresa no município é um gargalo que parece não ter fim, afetando o comércio local, a vida doméstica e o desenvolvimento econômico.
A luta contra a má qualidade do serviço tem unido frentes institucionais e populares:
A renovação ocorre ignorando um relatório minucioso da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que sugeria a não renovação e a abertura de uma nova licitação. O deputado estadual Robinson Almeida (PT), coordenador da subcomissão que fiscaliza a empresa, foi enfático: “A Coelba foi testada e reprovada na distribuição de energia na Bahia. Há falhas recorrentes que impactam diretamente a vida das pessoas e o desenvolvimento econômico do estado.”
| Problema | Impacto |
|---|---|
| Judicialização | Mais de 44 mil ações judiciais contra a empresa. |
| Interrupções | Falhas frequentes no fornecimento, especialmente em áreas produtivas. |
| Tarifas | Aumento constante nos últimos anos sem melhora proporcional no serviço. |
| Atendimento | Dificuldades de diálogo com consumidores e setores da indústria e agricultura. |
A renovação por 30 anos sem uma nova licitação acende um alerta sobre a falta de concorrência, o que, para especialistas e lideranças políticas, pode desestimular a busca pela excelência. Para o povo de Belmonte e de outros 414 municípios baianos, resta a esperança de que os novos mecanismos de controle e a pressão das autoridades locais obriguem a “gigante” da energia a respeitar o cidadão baiano.