Ministério Público denuncia 21 integrantes de organização criminosa com forte atuação em Canavieiras.

Publicado por: admin em 8 de julho de 2026

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formalizou, nesta terça-feira (7), uma denúncia robusta contra 21 pessoas ligadas a uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os municípios que sofriam com a atuação do grupo, Canavieiras desponta como um dos pontos centrais da estrutura montada pelos criminosos no sul do estado.

A ação é fruto dos desdobramentos da Operação Salitre, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Ilhéus. De acordo com as investigações, a organização operava um esquema altamente hierarquizado e com divisão clara de funções, fincando suas raízes em Canavieiras, Una, Uruçuca e Itabuna entre os anos de 2023 e 2026.

Atualmente, todos os 21 denunciados já se encontram presos.

Canavieiras na rota do tráfico e do controle territorial

A denúncia do MP-BA revela que o município de Canavieiras não era apenas uma área de passagem, mas sim um território estratégico para o grupo. A organização criminosa estabeleceu na cidade um sistema estruturado para a distribuição de entorpecentes e o controle territorial, impactando diretamente a segurança da comunidade local.

Para manter o fluxo de drogas e o domínio da região, os criminosos dividiram-se em núcleos específicos:

  • Liderança e Gerenciamento: Responsáveis por ditar as ordens e coordenar a expansão da facção na região de Canavieiras e cidades vizinhas.
  • Execução Operacional: Célula focada no transporte, armazenamento e venda direta dos entorpecentes no município.
  • Movimentação Financeira: O braço econômico que gerenciava a arrecadação dos valores obtidos nas “bocas de fumo” locais.

O esquema de lavagem de dinheiro

O volume de capital movimentado pelo tráfico em Canavieiras e demais municípios era mascarado por uma rede sofisticada de lavagem de dinheiro. Segundo a FICCO, os investigados utilizavam contas bancárias de terceiros (os chamados “laranjas”) e realizavam depósitos fracionados de pequenas quantias para burlar os sistemas de fiscalização e ocultar a origem ilícita do dinheiro.

O Ministério Público destacou que as transações financeiras analisadas eram completamente incompatíveis com a renda declarada dos denunciados. Com o conjunto de provas reunido, que detalha minuciosamente a função de cada um dos 21 envolvidos e o fluxo do dinheiro, o MP-BA agora aguarda a decisão da Justiça para que os acusados respondam em tribunal pelos crimes cometidos.

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