Cármen Lúcia nega recurso contra Jânio Natal e encerra disputa sobre “terceiro mandato” em Porto Seguro.
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento ao recurso extraordinário interposto por Cláudia Oliveira contra o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal. Com a decisão, a tentativa de levar o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi barrada, consolidando a vitória jurídica do atual gestor.
O Cerne da Disputa
A ação movida pela oposição sustentava a tese de que Jânio Natal estaria exercendo um terceiro mandato consecutivo, o que é vedado pela legislação eleitoral brasileira. O argumento baseava-se no histórico político do prefeito, mas a defesa de Jânio sempre reiterou a legalidade de sua candidatura e posse. O objetivo do recurso era forçar uma reanálise da matéria sob o prisma constitucional no STF. No entanto, a ministra Cármen Lúcia entendeu que:
- A questão já foi amplamente apreciada e decidida pelo TSE.
- Não há matéria constitucional nova ou divergência jurídica que justifique o envio do caso à instância máxima do país.
- A decisão reafirma a validade do entendimento anterior da Corte Eleitoral.
Reação do Prefeito
Em nota, Jânio Natal recebeu a notícia com naturalidade, pontuando que o resultado jurídico reflete a vontade expressa pela população nas eleições de 2024, quando foi reeleito com uma diferença superior a 20 mil votos sobre seus adversários.
“Nunca tive dúvidas de que a Justiça tomaria uma posição alinhada ao entendimento já consolidado nas urnas. Reafirmo meu compromisso com o desenvolvimento de Porto Seguro e seguirei trabalhando para honrar a confiança do povo”, declarou o prefeito.
O que acontece agora?
Com a negativa do seguimento do recurso, a decisão do TSE torna-se definitiva quanto ao envio ao STF, garantindo a estabilidade administrativa da atual gestão. Especialistas apontam que a decisão de Cármen Lúcia encerra um dos principais capítulos de incerteza jurídica que pairavam sobre o cenário político local.

