O cenário da educação na Costa do Descobrimento vive uma reviravolta simbólica. Se em tempos passados os estudantes do distrito de Barrolândia, em Belmonte, precisavam se deslocar para o município vizinho de Santa Cruz Cabrália em busca de ensino, hoje a realidade é oposta. Sob a gestão do prefeito Iêdo Elias, a educação belmontense não apenas se recuperou dos anos de crise, como passou a ser o destino de alunos cabralienses que fogem do descaso administrativo em sua cidade de origem.
A mudança drástica é creditada à saída da antiga “Gestão da Renovação”, comandada pelo ex-prefeito Bebeto Gama. Aquele período foi marcado por perseguições a profissionais da classe, congelamento de salários e greves sucessivas que sucatearam o ensino público.
Com a chegada de Iêdo Elias, o município adotou uma postura de diálogo e respeito aos professores, além de investimentos pesados em infraestrutura escolar. O resultado foi imediato: a rede municipal de Belmonte tornou-se robusta o suficiente para inverter o fluxo migratório escolar da região.
Enquanto Belmonte avança, Santa Cruz Cabrália parece patinar em uma administração que muitos moradores comparam ao estilo de Bebeto Gama. Sob o comando do prefeito Girlei Lage, o distrito de Ponto Central vive um verdadeiro abandono.
Em vídeo divulgado pela página do instagram @cabraliasemfiltro, a indignação é palpável. Alunos da Escola Municipal Maria Figueiredo Marinho estão sendo obrigados a embarcar diariamente em ônibus escolares para estudar no Colégio Estadual Teobalda Passos dos Santos, em Barrolândia (Belmonte). O motivo? Uma reforma na escola local que se arrasta há meses e parece não ter previsão de término.
“A obra está parada e até agora não há resposta clara. O sentimento é de revolta, insegurança e abandono”, afirma a narração do vídeo que circula nas redes sociais.
Além da logística exaustiva de sair de seu município para estudar em outro, os pais denunciam graves falhas na segurança. Segundo relatos da comunidade de Ponto Central:
A comparação entre Girlei Lage e o ex-prefeito de Belmonte, Bebeto Gama, tem sido recorrente nas críticas populares. A semelhança no “jeito de governar” — priorizando decisões que afastam o serviço público da comunidade — é vista como o principal motor do êxodo escolar de Cabrália para Barrolândia.
A comunidade de Santa Cruz Cabrália agora cobra respostas urgentes da Secretaria Municipal de Educação e dos órgãos de fiscalização. Enquanto o problema não é resolvido, Belmonte segue acolhendo os estudantes vizinhos, consolidando-se como o novo polo de estabilidade educacional da região.
A situação em Ponto Central é um lembrete de que a gestão pública impacta diretamente o futuro das próximas gerações. Afinal, educação é direito, segurança também, e os alunos merecem estudar com dignidade perto de casa.