Justiça mantém prisão preventiva do ex-deputado Uldurico Júnior.

Publicado por: admin em 27 de julho de 2026

A Justiça manteve a prisão preventiva do ex-deputado federal Uldurico Júnior, investigado por suposto envolvimento na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis. A decisão foi proferida pelo juiz Otaviano Andrade Sobrinho, titular da 1ª Vara Criminal, que negou o pedido de revogação da medida apresentado pela defesa.

Os argumentos da defesa e da Justiça

Os advogados do ex-parlamentar solicitaram a soltura do cliente, sugerindo alternativamente a aplicação de prisão domiciliar ou outras medidas cautelares, além de fundamentarem o pedido com base no estado de saúde do investigado.

No entanto, o magistrado entendeu que os fundamentos que justificam a prisão preventiva continuam presentes. O juiz destacou:

  • Gravidade dos fatos: A natureza da acusação e a necessidade de resguardar a ordem pública.
  • Questões de saúde: A avaliação de que o quadro clínico apresentado não justifica, no momento, a concessão de benefício ou a alteração da custódia.

A Operação Duas Rosas e as investigações

Uldurico Júnior está preso pela Polícia Federal desde o dia 16 de abril, alvo principal da Operação Duas Rosas. A investigação apura a participação dele na fuga em massa ocorrida no Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024.

De acordo com o inquérito policial, o plano de fuga contou com elementos de alta complexidade, incluindo:

  • Suborno: Suposto pagamento de R$ 2 milhões.
  • Poderio bélico: Uso de armamento de grosso calibre.
  • Apoio faccional: Suposta colaboração do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).

Delação premiada e desdobramentos

O nome do ex-deputado ganhou ainda mais centralidade nas investigações após constar na delação premiada de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do presídio que atualmente cumpre prisão domiciliar. Os depoimentos e documentos apresentados por ela apontam para a existência de um esquema de corrupção sistêmica que envolveria Uldurico Júnior e outras lideranças políticas da região.

Com a manutenção da prisão preventiva em primeira instância, a defesa do ex-deputado informou que poderá interpor recursos junto às instâncias superiores para tentar reverter a decisão.

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