Em Eunápolis, ACM Neto lidera carreata de 6 km e afirma que medo de perseguição cria “voto silencioso”.
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), cumpriu agenda de campanha no Extremo Sul do estado nesta quinta-feira (17). O ponto alto da passagem pelo município de Eunápolis foi uma expressiva carreata com mais de seis quilômetros de extensão ao longo da BR-367, no trecho em direção a Porto Seguro, reunindo milhares de apoiadores e lideranças políticas regionais. O ato político contou com a presença de figuras de destaque local, como a ex-prefeita de Eunápolis, Cordélia Torres; o ex-prefeito e candidato a deputado estadual, Paulo Dapé; e o deputado estadual Robinho, além de vereadores e representantes de cidades vizinhas.

Durante o evento, ACM Neto ressaltou o papel econômico e geográfico do município para o estado. “Eunápolis tem uma importância enorme para o extremo sul e para toda a Bahia. É uma cidade que movimenta a economia, que conecta municípios e que tem um papel estratégico no desenvolvimento dessa região. Eu conheço a força do povo daqui e sei que o extremo sul pode avançar muito mais. Quero trabalhar ao lado dos municípios, olhando para as necessidades de cada cidade e ajudando a criar oportunidades para quem vive aqui”, discursou o postulante ao Palácio de Ondina.






Onda de apoios e o “voto silencioso”
Em conversa com profissionais de imprensa, Neto avaliou o momento de sua campanha e celebrou a adesão contínua de quadros políticos do interior baiano, citando encontros recentes em municípios como Castro Alves e São Gonçalo dos Campos. “Os apoios novos têm sido diários. Ontem eu estava em Castro Alves, o vice-prefeito de Santa Teresinha, com o seu grupo, estava lá anunciando apoio. Anteontem em São Gonçalo dos Campos, a mesma coisa, todos os dias a gente tem recebido”, afirmou. “A gente tem recebido apoio de vice-prefeitos, de ex-prefeitos, de vereadores em toda a Bahia, o que mostra esse crescimento da nossa candidatura, especialmente porque são pessoas com peso político, com representatividade.”
O candidato do União Brasil também comentou sobre a relação de prefeitos do interior com a atual gestão estadual. De acordo com Neto, existe uma parcela significativa de gestores e aliados de siglas governistas que optam pelo silêncio por temer represálias, mas que pretendem votar em seu projeto nas urnas. “Muita gente que está ligada a prefeitos hoje em dia quer mudar, mas está em silêncio, eu compreendo. Porque o governo do Estado ameaça o prefeito, porque o governo do Estado persegue o prefeito, porque o governo do Estado não deixa o prefeito votar na gente ou declarar”, disparou. “O voto é secreto e só Deus é que é a testemunha. Tem muita gente mesmo dentro do grupo de prefeitos que vai votar conosco”, concluiu.

