Após ausências de Jerônimo Rodrigues e Ronaldo Mansur, TV Bahia realiza entrevista individual com ACM Neto.

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SALVADOR — O que estava previsto para ser o debate eleitoral entre os candidatos ao governo da Bahia na Rede Bahia precisou ter seu formato alterado na noite desta terça-feira. Diante da ausência de dois dos três postulantes aptos, a emissora realizou uma entrevista individual de 15 minutos com o candidato ACM Neto (União Brasil), único presente nos estúdios. A mediação foi conduzida pela jornalista Zileide Silva.

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As ausências

Conforme explicado pela apresentadora na abertura da transmissão, o encontro reuniria três candidatos de legendas com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional:

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  • Jerônimo Rodrigues (PT): O candidato à reeleição e atual governador optou por não participar do debate televisivo de confronto de ideias e propostas, priorizando compromissos de agenda de rua. MP4
  • Ronaldo Mansur (PSOL): Não compareceu por questões de saúde. Segundo nota lida pela apresentadora, o candidato sofreu um acidente automobilístico em Salvador, encontrando-se internado no Hospital Ernesto Simões Filho em estado estável, porém em observação por ao menos 12 horas devido a traumas sofridos. MP4+ 3

Com base nas regras previamente acordadas para casos de ausência múltipla, o debate foi convertido em uma sabatina temática com ACM Neto.

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Principais temas abordados na entrevista

Ao longo de 15 minutos, a bancada sorteou temas gerais e mesorregiões do estado, intercalados com vídeos contextuais e perguntas da jornalista.

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1. Segurança pública e combate a facções

Questionado sobre sua proposta de criar uma Governadoria da Segurança para recuperar áreas dominadas pelo crime sem expor a população a confrontos armados, ACM Neto abriu a fala prestando votos de pronto restabelecimento a Ronaldo Mansur.

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Em seguida, criticou a falta de Jerônimo Rodrigues e apontou dados da criminalidade: argumentou que a Bahia tem cinco das dez cidades mais violentas do país e lidera homicídios há anos. Neto defendeu que, sob sua liderança direta, haverá cobrança de metas para as polícias, uso de tecnologia e intervenção para impedir que os presídios funcionem como centros de comando das facções, prometendo devolver a tranquilidade a localidades conflagradas de Salvador e do interior.

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2. Educação e a mesorregião Oeste

Com foco na mesorregião Oeste — polo do agronegócio que abrange 24 municípios e cerca de 1 milhão de habitantes —, a mediação questionou sobre a distorção idade-série de até 40% no ensino médio do campo e os déficits de infraestrutura em colégios rurais.

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ACM Neto criticou os índices do Ideb na rede estadual baiana e afirmou que seu governo manterá programas como o Pé-de-Meia e o Bolsa Presença. Ele prometeu modernizar a grade curricular do ensino médio, integrando tecnologia e formação técnica alinhada com as vocações econômicas locais, por meio de parcerias com o Cimatec, federações e sindicatos agrícolas, com a meta de impulsionar a agroindústria na região.

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3. Qualidade da educação e regime de aprovação

Perguntado sobre sua promessa de revogar a portaria que institui a progressão parcial de estudantes com reprovações em até cinco disciplinas, o candidato argumentou que a aprovação escolar deve ser uma decisão técnica e pedagógica do professor e da escola, e não imposta por atos do Executivo. Neto citou como credencial de gestão os resultados obtidos na educação básica do município de Salvador enquanto esteve à frente da prefeitura por oito anos.

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4. Infraestrutura viária e mesorregião Centro-Sul

A respeito da mesorregião Centro-Sul — com 118 municípios e mais de 2,5 milhões de habitantes —, a apresentadora mencionou dados que apontam queda na proporção de rodovias estaduais em condições boas ou ótimas no estado.

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Neto criticou a situação das rodovias baianas e federais (como trechos da BR-324, BR-242, BA-116 e BA-101), acusando o atual governo de não ter resolvido as demandas viárias mesmo com alinhamento político com o governo federal. Ele reforçou a disposição de buscar investimentos em Brasília e manter diálogo com qualquer gestão federal. Na ocasião, cumprimentou lideranças da região de Itapetinga e citou seu candidato a vice-governador, Zé Cocá.

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5. Saúde e reforma do Planserv

Sobre a gestão do plano de saúde dos servidores estaduais (Planserv) e as cotas de atendimento, ACM Neto prometeu não elevar as alíquotas de desconto dos servidores e reestruturar o credenciamento de clínicas e hospitais, sobretudo no interior.

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Expandindo para a rede pública, o candidato criticou a demora e o aumento na fila da regulação estadual. Entre as medidas propostas, defendeu a construção de novos hospitais regionais, convênios com hospitais municipais e a implementação do projeto Pix Saúde para custear leitos e procedimentos na rede privada quando não houver vagas disponíveis no SUS baiano.

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Considerações finais

Em seu minuto final, ACM Neto agradeceu a oportunidade, citou seus companheiros de chapa majoritária (o vice Zé Cocá e os candidatos ao Senado João Roma e Coronel), e pediu o voto dos eleitores baianos para o pleito de 4 de outubro, comparando os seus oito anos de experiência na prefeitura de Salvador com a gestão do atual governador.

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