Incêndios em Belmonte mobilizam Defesa Civil e entram na mira de investigação policial.
Ação rápida evitou tragédia em área residencial próxima à Associação das Margaridas; autoridades apuram se queimadas têm origem criminosa.
A sequência de queimadas no município de Belmonte acendeu o sinal de alerta máximo para os órgãos de segurança e resgate. Enquanto a Defesa Civil Municipal intensifica as operações de combate e orientação à população, autoridades policiais trabalham para determinar se as ocorrências recentes são de origem acidental ou se resultam de ações criminosas.
O episódio mais crítico foi registrado na terça-feira (13), quando um incêndio atingiu uma área de vegetação densa no sítio de Tonga, nas proximidades do cemitério, no perímetro urbano da cidade. As chamas se alastraram com velocidade e chegaram a ameaçar diretamente os moradores de uma vila residencial vizinha, onde também funciona a Associação das Margaridas.
Força-tarefa e socorro aos moradores
Diante do avanço do fogo, que moradores locais tentavam combater sem equipamentos adequados, a Defesa Civil de Belmonte assumiu a coordenação dos trabalhos, mobilizando equipes de outras secretarias municipais. Ao chegarem ao local, os agentes se depararam com múltiplos focos espalhados pela vegetação, o que exigiu um cerco estratégico para impedir que as chamas alcançassem os imóveis. A operação de contenção ganhou reforço fundamental com o envio de um caminhão-pipa da empresa Veracel, que atuou diretamente no controle do fogo e no trabalho de rescaldo — procedimento essencial para neutralizar brasas subterrâneas e evitar novas reignições.
Apesar da contenção física das estruturas, os impactos à saúde foram imediatos: moradores da localidade, entre eles crianças, precisaram ser socorridos e encaminhados a uma unidade de saúde após inalarem grande quantidade de fumaça. Até o momento, o quadro clínico dos atendidos não foi detalhado.
Suspeitas e orientações preventivas
A multiplicidade de focos em curto intervalo temporal reforça a suspeita das autoridades policiais sobre possíveis queimadas intencionais, prática tipificada como crime ambiental. Paralelamente às investigações, a Defesa Civil emitiu novo comunicado reforçando que as condições climáticas atuais são altamente favoráveis à propagação rápida do fogo.
O órgão faz um apelo direto aos cidadãos para que suspendam qualquer queima de lixo, folhas secas ou limpeza de terrenos baldios por meio do fogo, sobretudo em zonas limítrofes a residências. Denúncias sobre atitudes suspeitas ou novos focos devem ser reportadas imediatamente às autoridades competentes.

