Parte de casa desaba no Centro de Belmonte e estrutura restante ameaça imóvel vizinho.
Incidente ocorreu próximo à sede da Prefeitura; imóvel estava desocupado e ninguém ficou ferido. Defesa Civil e Secretaria de Infraestrutura preparam demolição controlada.
Parte de uma residência térrea desabou na tarde desta quarta-feira (28), na Rua Coronel José Gomes de Oliveira, nº 862, no centro da cidade, nas proximidades da sede da Prefeitura Municipal. Como o local estava desocupado no momento da queda, não houve registro de vítimas, conforme aponta o boletim oficial da ocorrência.
Apesar da ausência de feridos, a situação ainda inspira cuidados imediatos. A parcela da estrutura que permaneceu de pé apresenta alto risco de colapso iminente, ameaçando diretamente uma casa vizinha localizada a cerca de um metro de distância.
Mobilização e risco à vizinhança
Logo após o desabamento, um vizinho chegou a improvisar um escoramento de emergência com o intuito de conter o avanço dos escombros sobre o imóvel ao lado. Técnicos da Defesa Civil compareceram ao local para realizar vistoria estrutural e conversaram com a moradora da residência sob ameaça, Samara Santos de Souza. Durante a inspeção técnica, a equipe orientou que os moradores mantenham distância rigorosa de todas as paredes próximas às ruínas para evitar novos acidentes.
Moradores da área forneceram à Defesa Civil os dados dos proprietários do casarão desocupado. O órgão declarou que entrará em contato direto com os responsáveis para aplicação das medidas cabíveis e apuração de responsabilidades legais.
Intervenção da Prefeitura e alerta preventivo
Para eliminar o perigo, a Defesa Civil acionou equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura para executar a demolição controlada do trecho restante da construção. O trabalho conjunto visa isolar a área e garantir a integridade das habitações vizinhas e de pedestres que transitam pela rua.
A Defesa Civil reforçou ainda um alerta a todos os donos de imóveis em estado de abandono ou ruína em Belmonte, especialmente construções que representem ameaça à integridade de calçadas, vias públicas ou edificações lindeiras. A orientação é que esses proprietários busquem voluntariamente o órgão para avaliação técnica e regularização estrutural, evitando sanções e riscos à comunidade.

