Prefeito Jânio Natal rebate críticas e esclarece licitação da zona azul em Porto Seguro.

Publicado por: Crisney Souza Dias em 15 de março de 2025

O prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, se manifestou nesta semana para rebater o que classificou como tentativas de desinformação promovidas pela oposição a respeito da licitação para a concessão do serviço de estacionamento rotativo, conhecido como “Zona Azul”. A gestão municipal enfatizou que o processo segue todas as exigências legais e que a arrecadação prevista de R$ 118,1 milhões ao longo dos próximos 10 anos não representa custo algum para os cofres públicos.

Prefeito desmente informação de que custos da nova “Zona Azul” serão pagos pelo município.

Em resposta ao Site Jojo Notícias, Jânio Natal esclareceu que a informação de que o valor sairia da Prefeitura é equivocada. Segundo ele, a empresa vencedora da licitação será responsável por toda a operação e repassará no mínimo 16% de sua receita ao município, verba que será utilizada para investimentos em mobilidade urbana e infraestrutura viária. “Nada tem a ver com custos para a Prefeitura, como tem sido ventilado por aí”, reforçou o prefeito.

Estudo de viabilidade e necessidade do serviço

A Prefeitura destacou que o valor projetado no edital se baseia em um estudo de viabilidade técnica iniciado em 2022, que levou em conta o potencial de arrecadação nas regiões centrais da cidade, como Centro, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Baianão. A iniciativa surgiu após solicitações da Associação Comercial e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que procuraram o poder público para discutir a necessidade de organizar o uso das vagas públicas e melhorar a fluidez do trânsito. Em encontros com o prefeito Jânio Natal, os representantes dessas entidades destacaram que a regulamentação do estacionamento rotativo garantiria maior rotatividade das vagas, beneficiando moradores, turistas e comerciantes.

Ministério Público detectou “lucro desproporcional” da antiga empresa que operava o serviço em Porto Seguro e Processo Administrativo movido pela Prefeitura detectou irregularidades e cancelou o contrato.

Novo contrato será diferente do anterior

A gestão municipal também pontuou que a nova concessão será bem diferente da anterior, celebrada na gestão passada. Segundo a Prefeitura, o contrato anterior apresentava diversas irregularidades, incluindo valores abusivos cobrados da população e um modelo que favorecia excessivamente a empresa concessionária, conforme apontado pelo Ministério Público, que identificou “lucro desproporcional” da operadora. Essas inconsistências levaram à anulação do contrato. Agora, o objetivo é garantir que a nova regulamentação ofereça preços acessíveis e transparência no processo de escolha da concessionária.

Processo licitatório transparente

A Prefeitura finalizou sua defesa afirmando que a licitação está sendo conduzida com total transparência e dentro das exigências legais. O processo segue as normas da Lei Federal de Concessões e da Lei de Licitações e Contratos (nº 14.133/2021), sendo realizado na modalidade de concorrência pública presencial. Empresas interessadas já passaram por uma fase de habilitação e agora seguem para a análise técnica. A vencedora será aquela que oferecer a melhor proposta para o município, com maior percentual de repasse para a Prefeitura.

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