Superlotação: Apesar de ser responsável pelo HRDLEM, Governo do Estado, visando 2026, coloca a culpa na Prefeitura de Porto Seguro.

Publicado por: admin em 17 de outubro de 2025

A crise na saúde pública de Porto Seguro, Bahia, atingiu um novo patamar de tensão. O Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM) – de responsabilidade do Governo do Estado – enfrenta uma severa superlotação, com relatos de pacientes nos corredores e escassez de médicos, gerando uma ‘guerra de versões’ entre o governo estadual, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), e a prefeitura, liderada por Jânio Natal (PL).

Enquanto a população sofre com o caos, o Governo do Estado emitiu uma nota rebatendo as críticas. O comunicado alega ter investido mais de R$ 42 milhões na saúde de Porto Seguro desde 2023 em obras, novos serviços, equipamentos e veículos, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento no Extremo Sul. Apesar de gerir a unidade, o Governo Estadual, na tentativa de se eximir da responsabilidade e preservar a imagem do Governador Jerônimo Rodrigues, que planeja a reeleição, transferiu a culpa para a gestão municipal. Segundo a nota, os problemas de superlotação do HRDLEM são causados, principalmente, pela falha na Atenção Primária do município, onde cerca de 52% dos atendimentos no hospital seriam de baixa complexidade e deveriam ser resolvidos nos postos de saúde municipais.

Prefeito Contra-Ataca e Expõe Desequilíbrio Financeiro

O Prefeito Jânio Natal, que tem usado as redes sociais para denunciar o descaso e é adversário político de Jerônimo Rodrigues, não aceitou a acusação e defende que o município está “fazendo sua parte”. Em sua defesa, o gestor municipal destacou o esforço da administração em desafogar o Luís Eduardo Magalhães, citando que o Hospital Municipal de Arraial D’Ajuda realizou, com recursos próprios, mais de 3.000 cirurgias, ajudando a aliviar a pressão sobre a unidade estadual.

Jânio Natal elevou o tom da denúncia ao expor um desequilíbrio financeiro que, segundo ele, contribui para o sucateamento. O prefeito afirmou que os municípios da 8ª Região de Saúde repassam ao estado mais de R$ 20 milhões por ano para serem aplicados no HRDLEM, sendo Porto Seguro responsável por cerca de R$ 9,6 milhões anuais desse montante. Com base nisso, o prefeito responsabilizou unicamente a gestão do Governador Jerônimo Rodrigues pelo que classificou como “sucateamento” do Hospital Regional, deixando claro o racha político em meio à emergência de saúde.

Enquanto a disputa política se acirra, a população de Porto Seguro segue enfrentando as consequências da superlotação e da falta de estrutura no principal hospital da região, à espera de uma solução efetiva e não apenas de uma troca de acusações.

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