Vídeo de ritual de Quimbanda em cemitério de Belmonte viraliza e gera debate nas redes sociais.
Um vídeo registrando um culto de matriz afro-brasileira realizado no Cemitério Municipal de Belmonte durante a noite ganhou grande repercussão e dividiu opiniões entre internautas no último final de semana. As imagens mostram integrantes da religião Quimbanda realizando louvações ao som de atabaques, em torno de um caldeirão com fogo.
O posicionamento dos praticantes
Um áudio atribuido a um dos participantes do ritual, que se identifica pelo nome de Paulo Sérgio (conhecido como Panda), esclareceu os fundamentos da celebração. Segundo ele, a Quimbanda cultua entidades que regem o campo santo e que, dentro de sua doutrina, são responsáveis por conduzir as almas para planos espirituais superiores.
Panda enfatizou pontos centrais para tranquilizar a população:
- Autorização: Ele afirmou que o grupo não invadiu o local e que solicitou permissão prévia à prefeitura.
- Preservação: “A gente não violou túmulos, não mexemos em nada de ninguém. Apenas acendemos um caldeirão, que é fundamento da religião, e fizemos louvação aos Exus, Pomba Giras e às almas, com o maior respeito”, explicou.
- Intenção: O representante reforçou que o ato não teve o objetivo de desrespeitar crenças alheias ou denegrir a imagem de terceiros.
Prefeitura confirma integridade do patrimônio
Nossa equipe entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Belmonte. Em nota, a gestão municipal reiterou seu apoio e respeito à liberdade de manifestação religiosa, conforme previsto na Constituição Federal.
O órgão confirmou que não houve qualquer dano às sepulturas ou às dependências do cemitério durante a celebração.
Próximos Passos
Nesta segunda-feira (23/02), Panda informou que deve comparecer à Prefeitura para buscar detalhes e orientações formais sobre como devem proceder os futuros cultos da Quimbanda no local, visando manter a organização e o respeito mútuo na comunidade.
Liberdade Religiosa: Vale lembrar que o livre exercício de cultos religiosos é um direito fundamental garantido pelo Artigo 5º da Constituição Brasileira, desde que respeitadas as normas de ordem pública e o patrimônio.

