O sistema de saúde do Extremo Sul da Bahia volta a ser alvo de denúncias graves. Internado no Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães (HRLEM), o jovem Henrique Gabriel dos Santos Santana, de 20 anos, vive uma corrida desesperada contra o tempo. Diagnosticado com pseudoartrose infectada de fíbula e tíbia, Henrique precisa de uma cirurgia urgente para evitar danos irreversíveis, mas esbarra na falta de estrutura da unidade e na lentidão da regulação estadual.
Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, gravado há cinco dias, Henrique não esconde o abatimento e a indignação. Vítima de um acidente de moto há nove meses, ele agora luta contra uma infecção óssea severa. “Por favor, que a cirurgia seja feita ou a transferência autorizada. É muita negligência”, desabafou o jovem.
O próprio relatório médico do HRLEM (prontuário nº 254.771) admite a incapacidade da unidade em resolver o caso: o hospital não possui os materiais necessários, como fixadores dinâmicos e o aparelho de Ilizarov, essenciais para o tratamento da infecção e reconstrução óssea.
A irmã de Henrique, Junaiara, tem sido a voz da família na cobrança por providências. Segundo ela, o pedido de transferência para uma unidade de referência foi negado pelos órgãos de regulação por mais de 20 dias, mesmo com o hospital de origem declarando não ter recursos para o procedimento.
Nesta semana, Junaiara voltou a público para esclarecer que, apesar das promessas políticas — incluindo uma sinalização da Deputada Estadual Cláudia Oliveira —, a transferência ainda não foi efetivada. “Meu irmão é um trabalhador e não vamos aceitar que interrompam os sonhos dele por falta de assistência”, afirmou.