A Concessionária responsável pelo Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica anunciou alterações técnicas e operacionais no projeto que ligará a capital baiana à Ilha de Itaparica. As atualizações incluem o alargamento do vão central do empreendimento e a introdução de metodologias de engenharia marítima inéditas no país.
Segundo dados divulgados pela empresa em vídeo institucional, o vão central estaiado da ponte foi ampliado de 482 para 682 metros. A mudança tem como objetivo adequar a estrutura aos gabaritos e padrões internacionais de navegação, permitindo a passagem contínua de navios petroleiros, porta-contêineres e transatlânticos de cruzeiro pela Baía de Todos-os-Santos.
Com as novas dimensões, a estrutura passará a figurar no grupo das 25 maiores pontes estaiadas do mundo. A obra prevê:
As etapas de fundação da ponte utilizarão estacas metálicas de grande diâmetro, cravadas com o auxílio de bate-estacas flutuantes, seguidas de escavação e concretagem submersa.
Para reduzir o tempo de transporte de materiais e otimizar a logística do canteiro de obras, será instalada uma central de fabricação de concreto sobre o mar, posicionada entre os pilares P5 e P6. A gestão de planejamento e a prevenção de interferências técnicas ao longo da execução serão realizadas por meio da metodologia BIM (Building Information Modeling), que mapeia a construção em ambiente digital.
Outro elemento logístico previsto no projeto é a implementação de uma plataforma de trabalho flutuante de tecnologia chinesa, inédita na América Latina. A estrutura servirá como canteiro de apoio sobre as águas para a circulação de trabalhadores, maquinários e insumos.
De acordo com a concessionária:
O porta-voz e gerente de Relações Institucionais da Concessionária, Carlos Prates, afirmou em nota que a transferência dessas metodologias construtivas para o cenário nacional busca garantir a eficiência da execução e consolidar avanços técnicos para a engenharia de infraestrutura no Brasil.