A corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026 começou a desenhar um cenário de altíssima competitividade. É o que aponta a nova pesquisa quantitativa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, realizada entre os dias 23 e 27 de julho de 2026. Os dados revelam um empate técnico tanto na corrida principal para o Palácio de Ondina quanto na forte influência nacional dos padrinhos políticos no estado.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026, ouviu 1.200 eleitores presencialmente. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

No principal cenário de intenção de voto estimulada para o primeiro turno da eleição para governador, o atual ocupante do cargo, Jerônimo Rodrigues (PT), e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro:
Na modalidade espontânea — quando o eleitor cita o nome sem que uma lista seja apresentada —, o cenário reflete o alto índice de indefinição típica do período pré-eleitoral: 63% dos eleitores se declaram indecisos, enquanto Jerônimo registra 18% e ACM Neto aparece com 17%.

Em uma eventual simulação de segundo turno entre os dois principais nomes, o cenário permanece em total equilíbrio técnico:
O atual governador Jerônimo Rodrigues conta com uma aprovação de 57% dos baianos, enquanto o seu trabalho é desaprovado por 34%. Na avaliação qualitativa da gestão, 37% consideram o governo positivo (ótimo ou bom), 35% o avaliam como regular, e 23% o classificam como negativo (ruim ou péssimo).
Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte popularidade em redutos baianos: o governo federal é aprovado por 62% dos entrevistados no estado, ao passo que 34% o desaprovam.
A pesquisa também mediu o impacto das alianças presidenciais: 47% dos eleitores baianos afirmam que gostariam que o próximo governador fosse um aliado do presidente Lula, enquanto 14% prefeririam um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e 34% desejam um perfil independente.
Quando questionados sobre o problema mais grave enfrentado pelo estado da Bahia atualmente, os eleitores destacam prioritariamente as áreas de segurança pública e saúde, que continuam ditando o tom do debate político e exigindo entregas imediatas da gestão estadual