Jerônimo Rodrigues defende sistema de regulação e cobra ampliação de hospitais municipais na Bahia.
Durante sabatina da TV Aratu, governador detalhou prazos de atendimento da Fila de Regulação e defendeu cofinanciamento estadual para fortalecimento da saúde básica nos municípios.
Durante participação na sabatina Eleições na Aratu, promovida pela TV Aratu, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu aos questionamentos do jornalista Maurício Leiro sobre os desafios da Fila de Regulação da Saúde no Estado.
Em sua fala, o chefe do Executivo baiano apresentou dados sobre o tempo de espera do sistema, defendeu a eficácia dos leitos de emergência e atribuiu parte do gargalo da regulação à falta de leitos e hospitais municipais de média e baixa complexidade nas maiores cidades do estado.
Estatísticas e Funcionamento da Regulação
Ao abordar a dinâmica dos atendimentos de urgência e emergência, Jerônimo apresentou os seguintes dados sobre os pedidos do sistema de regulação:
- Atendimento em até 24 horas: Cerca de 80% dos casos de solicitação de regulação são atendidos dentro das primeiras 24 horas.
- Fila Zero (Casos Críticos): Pacientes em estado de extrema gravidade — como emergências cardíacas agudas — não entram na fila convencional, sendo direcionados imediatamente pela “Fila Zero”.
- Atendimento em até 72 horas: Os 15% a 20% restantes das solicitações recebem encaminhamento em até 72 horas, a depender da complexidade do quadro clínico e da avaliação médica.
Gargalo Municipal e Sobrecarga da Rede Estadual
Para exemplificar o problema da sobrecarga no sistema, o governador utilizou uma analogia com a anatomia humana, afirmando que “o SUS funciona como um corpo integrado: se um município não anda bem, o Estado sofre sobrecarga”.
Jerônimo destacou a situação de grandes centros urbanos baianos que, segundo ele, carecem de estrutura hospitalar própria para a atenção básica e intermediária:
“O município de Feira de Santana, com cerca de 700 mil habitantes, não tem um hospital municipal. Quando alguém cai e fratura um membro, precisa ser direcionado ao Hospital Clériston Andrade, que é de alta complexidade. Isso gera gargalo.”
O governador também citou deficiências semelhantes em municípios como Salvador e Vitória da Conquista, argumentando que a ausência de equipamentos municipais força a rede estadual a absorver casos que deveriam ser resolvidos pela atenção primária e secundária.
Investimentos e Propostas de Cofinanciamento
Para solucionar o impasse, Jerônimo ressaltou as ações e metas de sua gestão para a ampliação da rede de assistência médica:
- Criação de Leitos: Entrega de 6.000 novas vagas de atendimento hospitalar no estado.
- Cofinanciamento com Prefeituras: Compromisso de apoiar financeiramente a construção e estruturação de novos hospitais municipais, policlínicas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — a exemplo do suporte já concedido a municípios como Gandu e Maracás.
Resumo: O governador concluiu reafirmando que o fortalecimento da saúde pública na Bahia depende do esforço conjunto entre Estado e prefeituras, garantindo que o governo baiano continuará descentralizando recursos para estruturar a atenção primária nos municípios.

