“Obrigado Belmonte”: Iêdo Elias rebate oposição, expõe vantagem nas urnas e dispara contra “oportunismo político”.
Após manifestações de adversários nas redes sociais, prefeito gravou pronunciamento detalhando o saldo eleitoral dos seus aliados, com frente de mais de 2,6 mil votos para deputado federal, e mirou alfinetadas a opositores.
O encerramento da disputa proporcional de 2026 já abriu caminho para o tabuleiro das eleições municipais de 2028 em Belmonte. Em resposta a postagens de potenciais concorrentes da oposição que tentavam capitalizar o pleito recente, o prefeito Iêdo Elias foi às redes sociais com um pronunciamento contundente: agradeceu o apoio popular, colocou números comparativos na mesa e não poupou críticas diretas aos adversários políticos.
Logo no início do pronunciamento, Iêdo fez um balanço dos resultados de seu grupo político, destacando o caráter democrático na divisão interna que apoiou as candidaturas proporcionais. O grupo governista dividiu esforços entre Fabíola Mansur e Felipe Duarte para deputado estadual, e Cláudio Cajado e Arthur Maia para deputado federal.
Confronto de números nas urnas
Ao analisar o desempenho eleitoral do bloco adversário, o gestor belmontense minimizou o alcance da oposição e apontou estagnação política, mesmo com a união de ex-candidatos a prefeito e vereadores locais:
- Disputa para deputado estadual: Enquanto o candidato do bloco opositor obteve cerca de 2.400 votos no município, a soma das duas candidaturas apoiadas pelo grupo da prefeitura (Felipe Duarte e Fabíola) alcançou 4.099 votos — uma dianteira de mais de 1.700 votos.
- Disputa para deputado federal: A vantagem foi ainda mais elástica. Os candidatos ligados ao bloco da oposição (Bacelar, com 418 votos, e Rogério Marinho, com 330) somaram pouco mais de 700 votos. Do lado governista, a soma de Cláudio Cajado (1.753 votos) e Arthur Maia (1.606 votos) atingiu 3.351 votos — uma diferença de 2.603 votos a favor do time liderado pelo prefeito.
Iêdo ressaltou que, mesmo com a sua participação direta em campanha restrita a apenas cinco dias por recomendações médicas, o resultado nas urnas ratificou o respaldo à sua administração.
Recado contundente e crítica ao “dublê de coveiro”
Subindo o tom contra as narrativas da oposição, Iêdo rechaçou os discursos eleitoreiros sobre dedicação à cidade:
“Não venham proferir mentiras, não venham proferir enganação dizendo que A ou B vai provar o amor por Belmonte. Amor por Belmonte temos nós que aqui moramos, aqui passamos o dia, aqui dormimos e aqui prestamos serviço à comunidade”, enfatizou.
A declaração mais incisiva, no entanto, mirou práticas de assistencialismo em momentos de luto familiar. Iêdo criticou duramente o que chamou de “dublê de coveiro”:
“O município tem areia, tem cimento, tem coveiro e tem pedreiro. O que o município repulsa e não aceita é enterro seletivo. Se alguém faleceu e deixa uma família grande, aparece o dublê de coveiro para fazer a cova. Se é alguém do abrigo São Vicente, que não deixa parente nenhum, nessa hora não aparece. A prefeitura tem os serviços necessários, sem interferência política para se aproveitar de momentos de dor”, disparou o prefeito.
Foco na agenda administrativa
Buscando neutralizar o discurso eleitoral antecipado da oposição com entregas de gestão, o mandatário encerrou o vídeo reforçando que o trabalho administrativo não parou. Ele adiantou agendas institucionais de peso, incluindo audiência direta com o governador do Estado e reunião com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) para destravar e acelerar as obras do novo mercado municipal de Belmonte.

