Belmonte no mapa da tecnologia mundial: projeto bilionário de sílica pura avança em Santa Maria Eterna e prefeito Iêdo Elias celebra conquista.

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O município de Belmonte deu mais um passo gigantesco para se consolidar como polo mundial da nova indústria de alta tecnologia. A mineradora canadense Homerun Resources concluiu um estudo fundamental de engenharia para a implantação de sua fábrica de refino de sílica de altíssima pureza (nível 4N) no distrito de Santa Maria Eterna. O investimento inicial total para as etapas previstas gira em torno de R$ 160 milhões a R$ 200 milhões (US$ 29 milhões a US$ 37 milhões), abrindo caminho para emprego, renda e desenvolvimento em toda a região.

O anúncio foi comemorado pelo prefeito de Belmonte, Iêdo Elias, que vem atuando diretamente nos bastidores políticos para transformar a promessa em realidade no menor prazo possível.

Articulação direta com Salvador e Brasília

Ciente do impacto econômico que a chegada dessa indústria representa para o povo belmontense, o prefeito Iêdo Elias tem mantido uma agenda contínua de diálogo junto aos governos estadual e federal. A meta é desatar nós burocráticos, dar celeridade às licenças ambientais necessárias e garantir a infraestrutura de apoio para que as obras comecem o quanto antes.

Segundo a administração municipal, o projeto coloca Belmonte no centro da transição energética e tecnológica global, gerando oportunidades para jovens, trabalhadores da construção civil, comércio e cadeia de serviços do município e de distritos vizinhos.

O que é a sílica 4N e por que ela atrai tantos olhos?

A chamada sílica 4N é um mineral com 99,992% de pureza — material nobre e disputado no mercado internacional. Ao contrário da areia comum usada na construção civil, essa sílica especial serve como matéria-prima para itens de alta complexidade:

  • Componentes para a indústria eletrônica e semicondutores;
  • Vidros especiais de alta resistência e fibras ópticas;
  • Substratos para geração de energia solar e novas tecnologias de armazenamento térmico.

Hoje, Belmonte já tem a extração básica em andamento na parceria entre Homerun e a empresa Jundu. A grande novidade agora é que o minério não vai apenas sair bruto da terra: ele será refinado e valorizado dentro do próprio município.

Duas opções na mesa e obras no radar

O estudo entregue pela empresa alemã Dorfner ANZAPLAN detalhou os custos e as rotas tecnológicas para erguer o módulo industrial, projetado para produzir cerca de 30 mil toneladas por ano do produto de topo de linha:

  1. Opção com Calcinação Dedicada: fábrica totalmente autônoma, orçada em cerca de US$ 27,6 milhões.
  2. Opção Integrada ao Sistema Térmico (ENDURING): modelo que reaproveita calor e reduz o investimento da fábrica para cerca de US$ 19,6 milhões (uma economia de US$ 8 milhões no escopo da planta).

Essa unidade 4N funcionará integrada a uma primeira planta de refino (3N), já anunciada pela companhia com investimento de US$ 9,38 milhões e capacidade de processar 350 mil toneladas anuais.

Próximos passos

Com o orçamento em mãos, a Homerun entra agora na reta final da escolha da engenharia, nos acordos com clientes internacionais e no processo de licenciamento ambiental para liberar as obras de terraplenagem em Santa Maria Eterna.

Para a população belmontense, a expectativa é de virada de página na economia local, sustentada pelo esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada para fazer a riqueza do subsolo se transformar em benefício direto na mesa das famílias da região.

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