Inicia-se mais uma semana e o embate entre professores e Prefeito Bebeto Gama continua e não tem data para terminar, já que, o gestor belmontense não aceita negociar com a categoria o reajuste do Piso Nacional do Magistério de 33,24%. Por sua vez, a APLB, sindicato da categoria, tentando chamar a atenção da população, promoveu mais uma paralisação na última sexta-feira (03/06) e não descarta a convocação de mais uma greve geral da categoria, respeitando os limites impostos pela justiça.
A APLB Sindicato também reclama das condições das escolas e acusa que a Prefeitura Municipal de Belmonte fechou o ano passado com sobra dos recurso do FUNDEB totalizando quase R$ 02 Milhões de Reais (R$ 1.902.139,00). Segundo o sindicato, mesmo com esse dinheiro em caixa, o Prefeito Bebeto Gama não fez o rateio para os professores, como outras prefeituras nas mesmas condições fizeram, e nem investiu na manutenção das escolas. A APLB/Belmonte também diz que a gestão Bebeto Gama mente quando diz que aumento do repasse federal da educação de 30% previsto para esse ano (R$ 29 Milhões de Reais) terá como um dos direcionamentos a merenda escolar, sendo que, segundo o sindicato, esses recursos não podem ser usados para esse fim, conforme preconiza o Artigo 71 da Lei Nº 9.394/96.
Por fim, a APLB diz que a própria gestão repassou o reajuste linear de 2021 e não entende o motivo pelo qual o Prefeito Bebeto Gama contesta a situação agora em 2022. “O município que não pode pagar o reajuste do piso do magistério pode pedir complementação de verbas, desde que comprove a condição. Belmonte pode pagar, por isso não pode comprovar essa situação no Ministério da Educação.” – Finalizou o comunicado da APLB/Belmonte.