O tempo é o maior inimigo da família do pequeno Isaac, de apenas dois meses de vida. Internado em um leito semi-intensivo no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), o bebê trava uma batalha pela sobrevivência enquanto aguarda uma vaga no sistema de regulação estadual para realizar uma broncoscopia, exame crucial para definir seu diagnóstico e tratamento.
Isaac não está apenas “esperando”. O bebê já sofreu episódios de parada cardiorrespiratória dentro da unidade hospitalar. Atualmente, a criança respira apenas com o auxílio de aparelhos (ventilador mecânico), reflexo da última intercorrência grave. Embora o quadro seja considerado estável no momento, a fragilidade clínica exige cuidados que o hospital atual não consegue suprir integralmente.
Segundo o pai, Gilmar da Silva Viana Filho, a unidade de Porto Seguro não possui estrutura ou protocolos para realizar a broncoscopia em pacientes tão jovens quanto Isaac.
“Meu filho precisa desse exame para sobreviver. Ele já parou de respirar mais de uma vez e cada minuto nessa espera é um risco que a gente não deveria estar correndo”, desabafa o pai.
A família, que reside no distrito de Pindorama, vive a angústia da burocracia. Esta é a segunda vez que Isaac é inserido no Sistema de Regulação da Bahia desde o dia 22 de abril. Até o momento, nenhuma vaga em unidade especializada foi liberada.
Os principais desafios do caso:
Enquanto a resposta oficial não chega, as redes sociais tornaram-se o megafone dos pais, Gilmar e Leidiane Santos Silva. Amigos, familiares e moradores da região iniciaram uma corrente de compartilhamentos para pressionar as autoridades de saúde. O objetivo é chamar a atenção do Ministério Público e do Governo do Estado para a urgência do caso.