O serviço de coleta de resíduos sólidos em Santa Cruz Cabrália entrou em colapso definitivo nesta segunda-feira (01/06). A paralisia total das atividades é reflexo de graves problemas contratuais na gestão do prefeito Girlei Lage. A situação extrema levou a população ao limite, resultando em um forte protesto que interditou a principal rodovia da região e exigiu a intervenção emergencial de um município vizinho.
Na tarde do último domingo (31/05), moradores do distrito de Vila Orádia fecharam os dois sentidos da BR-367. Como forma de protesto e para chamar a atenção das autoridades, os manifestantes espalharam sacos de lixo e entulhos ao longo da pista, interrompendo o fluxo de veículos.
Segundo relatos dos próprios moradores, a comunidade estava há 15 dias sem ver um caminhão de lixo passar pelas ruas. O mau cheiro, a proliferação de insetos e o risco iminente à saúde pública motivaram a mobilização.
Como o bloqueio da rodovia afetava diretamente o fluxo de turistas e moradores de Porto Seguro, a prefeitura vizinha precisou agir. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Porto Seguro, sob o comando do secretário Luciano Alves e com o apoio da Polícia Militar, deslocou equipes para desobstruir e liberar a via pública.
Entretanto, diante do cenário de abandono e para não deixar a comunidade de Vila Orádia desassistida, o município de Porto Seguro montou uma “Força-Tarefa”. Caminhões coletores de Porto Seguro foram enviados para recolher o lixo acumulado no distrito de Cabrália. “Não podíamos deixar a população sofrendo com o lixo acumulado e a principal via da região travada. Agimos para liberar o trânsito e, por questões humanitárias e de saúde pública, demos o suporte na coleta”, informou a secretaria de Porto Seguro.
Esta não é a primeira vez que a atual gestão de Santa Cruz Cabrália precisa ser “socorrida” por municípios vizinhos devido a falhas administrativas.
A crise na infraestrutura e nos serviços básicos também afeta gravemente a educação:
Até o fechamento desta matéria, a gestão do Prefeito Girlei Lage não havia se pronunciado oficialmente sobre a regularização do contrato da coleta de lixo ou sobre o cronograma de reformas na área da educação.