Crise no Hospital Regional: Após denúncias de médicos sobre salários atrasados e taxa de retenção de honorários abusiva, Sesab garante que irá honrar pagamentos.

Publicado por: admin em 18 de julho de 2026

Após a repercussão de uma série de reportagens denunciando atrasos salariais, falta de materiais e impasses contratuais no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) quebrou o silêncio. Em nota oficial enviada à imprensa, a pasta estadual esclareceu a situação e assegurou que nenhum profissional ficará sem receber.

O posicionamento ocorre em meio a um forte descontentamento do corpo clínico. Enquanto o hospital se prepara para inaugurar uma nova ala de atendimento, os bastidores revelam uma realidade de extrema instabilidade.

O que dizem os médicos: Três meses sem receber e taxa “abusiva”

De acordo com relatos colhidos com exclusividade, os médicos que atuam na unidade de saúde afirmam estar há três meses sem receber pelos serviços prestados. A crise ganhou força durante a transição de gestão do hospital, que até a primeira quinzena de junho estava sob a responsabilidade do Instituto Setes e agora passa a ser administrado pela organização social S3.

Além do calote temporário, os profissionais enfrentam um impasse burocrático. Eles ainda não assinaram os novos contratos de trabalho porque rejeitam a proposta feita pela nova gestora. Segundo as denúncias, a S3 propôs a retenção de 16% dos honorários médicos para a administração da empresa — um percentual que a categoria classifica como abusivo, visto que a média praticada no mercado gira em torno de 8%.

Somado aos problemas financeiros, os trabalhadores alertam para a falta crônica de insumos e materiais básicos, o que tem comprometido a qualidade do atendimento à população.

A resposta da Sesab: 68% dos trabalhadores já foram pagos

Em nota, a Sesab informou que está acompanhando de perto a transição da gestão e garantiu que todos os direitos trabalhistas serão integralmente cumpridos.

“Nenhum trabalhador ficará sem receber os valores referentes às rescisões trabalhistas de quem possuía vínculo com o Instituto Setes”, afirmou a secretaria.

De acordo com o balanço divulgado pela pasta:

  • 68% dos trabalhadores da antiga gestão já receberam todos os direitos e verbas rescisórias.
  • Os pagamentos dos 32% restantes estão sendo providenciados e processados.

A secretaria ressaltou ainda que está adotando todas as medidas legais e administrativas necessárias, em conjunto com a atual gestora (S3), para regularizar os fluxos financeiros e garantir a manutenção dos serviços na unidade.

Expectativa por soluções práticas

Apesar das garantias formais apresentadas pelo Governo do Estado, o clima entre os profissionais ainda é de cautela e expectativa. Para o corpo médico, as promessas da nota oficial precisam se traduzir, com urgência, em dinheiro na conta e na melhoria imediata das condições de trabalho e abastecimento do hospital.

O espaço segue aberto para que a nova gestora, S3, se manifeste sobre o percentual de retenção de honorários criticado pelos médicos.

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