Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026) revelam que a Bahia concentra altas taxas de crimes patrimoniais urbanos, avanço de fraudes digitais e um elevado volume de registros de violência interpessoal e crimes de ódio.

Embora o debate sobre segurança pública muitas vezes se concentre na violência letal, os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026) mostram que a Bahia enfrenta desafios estruturais severos na criminalidade patrimonial do cotidiano. Um dos principais pontos de atenção do estudo é o roubo e furto de aparelhos celulares.
No ranking nacional de municípios com mais de 100 mil habitantes, a Bahia destaca-se com duas cidades no Top 5 das maiores taxas de roubo e furto de celular do Brasil:
Em âmbito estadual, a Bahia contabilizou 54.563 ocorrências de roubo e furto de celular em 2025, somando 72.406 aparelhos celulares subtraídos ao longo do ano. Apenas na categoria de roubo (quando há emprego de violência ou ameaça à vítima), o estado registrou 29.177 ocorrências.
Além da subtração de smartphones nas vias públicas, os crimes patrimoniais contra veículos e o avanço dos golpes no ambiente virtual colocam a Bahia em posição central no cenário do Nordeste:
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública traz um panorama detalhado sobre as agressões físicas não letais e as manifestações de preconceito e discriminação no estado da Bahia:
Os dados do Anuário 2026 demonstram que a percepção de insegurança e o medo do crime na Bahia são fortemente alimentados pela criminalidade urbana não letal. A alta incidência de roubos de celular em áreas urbanas de grande circulação, a expansão das redes de estelionato e os elevados números de agressões e discriminações contra grupos vulneráveis demandam ações preventivas integradas, fortalecimento da inteligência policial e policiamento Ostensivo focado nos horários e locais de maior vulnerabilidade popular.