Documentário sobre Belmonte ganha projeção regional e integra programação do Festival Cine73 em Caraíva.

Por admin  | 

A riqueza histórica e cultural de Belmonte continua ganhando espaço além de suas fronteiras. Lançado oficialmente em maio de 2026, o documentário “Belmonte: História, Arquitetura e Memórias” vem consolidando sua relevância na preservação do patrimônio e da história oral do Extremo Sul da Bahia, alcançando novos circuitos culturais e acadêmicos.

Desde a sua estreia na própria cidade de Belmonte, a obra vem acumulando marcos significativos. O filme foi exibido no Cineclube Diversar, iniciativa vinculada à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e passou a integrar o acervo permanente do Centro de Documentação e Pesquisas do Extremo Sul da Bahia (CEDOC/UFSB) — um reconhecimento direto ao seu valor documental e ao resgate da memória coletiva local.

Circuito cultural e cinema nas escolas

O capítulo mais recente dessa trajetória foi o convite para participar do Festival de Cinema de Caraíva (Festival CINE 73). A produção integrou o projeto Cinema nas Escolas, levando a narrativa belmontense diretamente aos estudantes da região. O idealizador da obra, Elizeu Oliveira, relata a surpresa ao receber o convite:

“Eu estava verificando minha caixa de e-mails e recebi um e-mail da organizadora do Festival CINE 73, a Alethea. No momento, fiquei surpreso. Você sabe como as coisas são difíceis para fazedores de cultura independentes, né? Vi a oportunidade, aceitei e fui levar nosso filme para conhecer Caraíva (risos).”

A programação do CINE 73 aconteceu entre os dias 19 e 22 de agosto, de forma totalmente gratuita e aberta ao público, com foco em temas como identidade negra, povos indígenas e regionalidades. Sob a organização de Alethea Costa, Thais Ronameli, Babi Profeta, Maria Tuca, Marina Almeida, Demetrius Caetano e Gabriel Gabiru, o evento reforçou o papel do audiovisual independente como ferramenta pedagógica e de fortalecimento das identidades locais.

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